Nem em um milhão de anos

Estantes contra o caos

Decidi escrever alguma coisa que não seja um comentário sobre os quatro dolorosos anos sob o Rei Bozo e sua confraria da ignorância, nem sobre a pequena chance de removê-lo que se avizinha. Hoje é 22 de setembro de 2022. Meu filho faz anos e a primavera tem seu primeiro dia. O sapateiro em frente ao meu prédio não conserta tênis e a hamburgueria onde jantei cedo inventou um jeito de fazer milanesa de queijo cheddar que, além de sujar tudo quando a gente morde, retém uma temperatura interna capaz de cauterizar o lábio. Mas eu consegui repaginar a estante de CDs (sim, aqueles de música) colocando-os do jeito que sempre preferi: ordem alfabética de músico/banda/compositor erudito, com os lançamentos de mesma autoria suborganizados em ordem cronológica de lançamento do CD. Há muita música boa que preciso redescobrir ali. Abri espaço em prateleiras para, decorando os CDs, alinhar os livros que ganhei de presente, peguei emprestado u comprei, e até agora não comecei a ler. Deve haver uns trinta. Dê livros de presente, mas não para mim. Não dou conta e tenho ganas de acumular mais.